Azul É a Cor Mais Quente (2013)

Para um bom amante de cinema, poucas cores bastam.

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Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux)

Fala a verdade, os fãs de carteirinha reconhecem muito facilmente quando um filme é dirigido pelo aclamado Pedro Almodóvar, não é?

Basta parar e analisar: histórias de amor e ódio? Penélope Cruz no elenco? Forte presença de cores quentes como o vermelho, o laranja e o amarelo? B-i-n-g-o! Certeza que o filme é do espanhol!

A HQ de Julie Maroh serviu de inspiração para o longa de Abdellatif Kechiche

A HQ de Julie Maroh serviu de inspiração para o longa de Abdellatif Kechiche

Quem assistiu Azul é a Cor Mais Quente (2013), do diretor tunisiano Abdellatif Kechiche, com certeza não deixou de reparar na forte presença da cor que leva o mesmo nome do filme. Duplo sentido ou não, convenhamos: azul é uma cor fria, geralmente associada a sensações de melancolia, porém a trama francesa provou que isso pode ser apenas uma tradução [bem] superficial. Vai por mim, de frio esse filme não tem nada!

Tenho a certeza que os cinéfilos de plantão devem ter cochichado que o longa caprichou [e muito] na fotografia, né? A harmonia entre as atrizes e o ambiente foi feita para ser admirada com olhos sensoriais. Não é a toa que o filme foi premiado por unanimidade no Palma de Ouro em Cannes este ano. Quem sabe faz, né?

cena-do-filme-azul-e-a-cor-mais-quente-1383322322274_680x478E quem não conhecia a atriz Léa Seydoux teve a absoluta certeza que ela é lésbica na vida real, acertei? Pois fiquem sabendo que ela incorporou muitíssimo bem o papel, assim como a gatíssima da Adèle Exarchopoulos, porém nenhuma das duas são gays na vida real (pelo que sabemos). Aposto que quem assistiu Adeus, Minha Rainha (2013) deve estar com a plena certeza de que ela é homossexual e ponto final. Ok, não está mais aqui quem falou!

Em entrevista para a Rolling Stone, Adèle falou sobre as longas cenas de sexo.’Cada um tem um porquê para ir ao cinema”, diz a atriz, “se é só pelo sexo, você não precisa ver um filme de três horas. É mais fácil entrar no YouPorn’.

Desde então, Azul É a Cor Mais Quente esteve envolvido em uma série de escândalos. Adèle e Léa deram a entender em uma entrevista que o diretor exagerou nas gravações picantes. As tais partes ‘calientes’ foram filmadas por dez dias seguidos. Acredite! D-E-Z D-I-A-S corridos!

Azul-é-a-Cor-Mais-QuenteSinopse

O filme se concentra no primeiro amor lésbico de Adèle (Adèle Exarchopoulos), jovem estudante que resolve explorar o sexo, e a pintora e universitária Emma (Léa Seydoux), poucos anos mais velha e bem assumida em sua opção sexual.
Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra entre suas convicções, suas vontades eróticas e as emocionais.

Quer saber? Esqueça tudo o que leu sobre o filme! Por mais que há cenas em que a transa ultrapassa cinco [intensos e picantes] minutos, não se trata de uma obra pornô lésbica, mas sim de um roteiro singular sobre descoberta do amor e do sexo na juventude. Chega de conversa fiada! Assista logo aqui.

 

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